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06 Fevereiro 2012 Escrito por 

História da Cidade

E começa a história

Em 1722, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (o filho), chegou aos sertões dos guaiases à procura de ouro. Aqui chegando encontrou diversas fontes de águas quentes, no local que, mais tarde recebeu o nome de ribeirão das águas quentes, hoje Pousada do Rio Quente. Entretanto as fontes termais da Serra de Santa Cruz ficaram praticamente abandonadas por cerca de 50 anos. Apenas os índios, nativos da região, tinham o privilégio de se beneficiar dos medicinais e revigorantes banhos termais.

Esse panorama se manteve até por volta do ano de 1777 quando Martinho Coelho de Siqueira, um garimpeiro paulista, oriundo das terras de santa cruz, chegou nas matas da região à procura de caça. Foi então que deu-se um dos episódios mais curiosos e marcantes da história de Caldas Novas. Ao ouvir o latido de seus cães, correu na direção do barulho, crente de que havia algum animal por perto. Qual não foi a sua surpresa, ao se deparar com seus cachorros escaldados pelas águas quentes. Em 1962, o pintor Félix Emílio Taunay retratou essa cena, no lugar conhecido como lagoa de Pirapitinga, em um belo quadro a óleo.

O historiador Oscar Santos considera Martinho Coelho de Sirqueira, como sendo não apenas o descobridor dessas terras, mas também o fundador da cidade, pois ele não apenas descobriu a região, como também nela se estabeleceu. A primeira morada da região foi construída por ele. Essa morada, até hoje preservada dentro da área do SESC, era a sede de sua fazenda, fazenda das Caldas.

Os primeiros habitantes

Os índios das tribos Caiapó e Xavante foram os primeiros moradores da região. Andavam nus, alimentavam-se da caça e da pesca, cultivavam, fabricavam suas armas, cerâmica, instrumentos musicais e trabalhos com fibra vegetal, tudo isso vivendo em meio a aridez do sertão. Bartolomeu Bueno Filho, teve o primeiro contato com esses índios quando aqui descobriu as fontes do Rio Quente. Tempos depois chega Martinho Coelho de Siqueira a essa região, conhecida como Caldas de Santa Cruz.

As águas termais e ouro que era farto às margens do córrego das caldas, na época denominado Córrego das Lavras, contribuíram muito para o povoamento do local. De olho nessas duas riquezas, o manancial de águas quentes e nas minas de ouro abundantes, Martinho Coelho fixou residência ali, construíndo, numa vasta porção de terra da qual se apossou, o sitio das caldas, em seguida requereu a sesmaria (direito de posse) das terras, legalizando suas propriedades, onde se dedicou ao garimpo de ouro. Com o passar do tempo a notícia da existência de ouro e do valor terapêutico das águas se espalhou e muitos barracos foram sendo construídos às margens do córrego das lavras por pessoas que vinham de todos os cantos.

Juntamente com seu filho Antônio, Martinho Coelho se preocupou em construir banheiras de lajes de pedras com bicas de madeira para facilitar o uso das águas termais pelos inúmeros freqüentadores que buscavam o local. Por cerca de 20 anos, Martinho Coelho de Siqueira trabalhou na mineração do ouro, com a ajuda dos escravos de sua propriedade e do filho. Quando percebeu que as reservas de ouro estavam se exaurindo, vendeu vários lotes de terra, deixando a fazenda de Caldas para seu filho e depois mudou com o restante da família para o Meia Ponte, onde morreu em 1916, deixando muitos herdeiros espalhados por Caldas Novas, Santa Luzia e Vila boa. Seu filho Antônio Coelho de Siqueira continuou a explorar o garimpo até este tornar-se totalmente improdutivo.

Cada vez mais a fama das águas quentes se espalhava, a ponto de atrair até o capitão-geral da província de Goiás, o governador Fernando Delgado de Castilho, que, deslocou-se de Vila Boa até Caldas Novas, percorrendo cerca de 400 km em liteira, carregado por escravos, a fim de se tratar de um reumatismo que o deixara entrevado. Sendo recebido por Antônio Coelho, que para ele mandou construir uma banheira especial. O governador, tendo êxito na cura de sua doença, autorizou a propaganda oficial das águas termais, atraindo também em 1819, Auguste de Saint-Hilaire,(o primeiro estrangeiro a pisar nesta região), famoso botânico e escritor francês que esteve aqui, financiado por Dom João VI para repouso e pesquisas. Caldas Novas tinha , em 1842, cerca de 200 habitantes. Naquela época uma das primeiras aspirações das pessoas da localidade que estava se formando, era ter uma igreja. Em 1850, foi construída por Luis Gonzaga de Menezes, a igreja matriz, que é a mesma até hoje, tendo sofrido apenas algumas poucas alterações em sua estrutura.

Em 1910 foi construída a primeira casa de banho particular por Victor Ozeda Alla, mas foi em 1920, que o farmacêutico Ciro Palmerston construiu o primeiro balneário público, para atender à procura crescente de pessoas que vinham tratar da saúde. Os visitantes, que se instalavam em pequenos hotéis e pensões de onde se deslocavam para o balneário para tomar os banhos termais , eram chamados de ''aquáticos'' pela população local.

Como se deu a emancipação Política

A partir do ano de 1900, liderados por Bento de Godoy, vieram Orcalino Santos, Victor Ozeda Alla, João Batista da Cunha e outros . A autonomia política, concedida a Caldas Novas, deu-se graças à solicitação destes à sede de Morrinhos. Em 1911, por ordem de presidente do Estado, Urbano Gouveia, no dia 5 de julho nomeou Bento de Godoy como presidente da primeira intendência que foi instalada no dia 21 de Outubro. Por isso nesse dia se comemora oficialmente o aniversário da cidade.

Na administração Bento de Godoy (1911 a 1915), Caldas Novas tomou um novo impulso para o desenvolvimento. A cidade crescia, graças à dedicação e grande força de vontade de Bento de Godoy e de homens como: Orcalino Santos, Victor de Ozeda Allá, João Batista da Cunha, Joaquim Rodrigues da Cunha, José Teófilo de Godoy, Orcalino Costa, Josino Ferreira Brettas, Modesto Pires do Oriente, Joaquim Gonzaga Menezes, Luiz Gonzaga de Menezes, Orozimbo Correia Neto, Olegário Pinto, Orlando Rodrigues da Cunha (Mestre Orlando), Oscar Santos e Celso Godoy, entre muitos outros aos quais a história de Caldas Novas tem uma dívida de gratidão.

Bibliografia:

Caldas Novas, Além das Águas Quentes . (Carlos Albuquerque / 1996).
Historias e Estórias de Caldas Novas . (Jose Theophilo de Godoy / 1978).
As Fabulosas Águas Quentes de Caldas Novas . (Taylor Oriente / 1968).
Complexo Termal de Caldas Novas . (Antonio T. Neto - Valter Casseti / 1981).
Águas Thermaes de Caldas Novas . (Dr. Orosimbo Correia Neto / 1918).
Caldas Novas a Nossa Cidade . (Magali Izuwa / 2003).
Caldas Novas da Mineração ao Turismo . (Ricardo Cassiano / 1988).
Caldas Novas, Ontem e Hoje . (Ana Cristina Elias / 1994).
Mistérios Das Águas Azuis . (Maria Cândida de Godoy / 1993).



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