19Novembro2017

Giro
Você está aqui: Início Caldas Novas Personalidades
Erro
  • JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com id: 42
08 Fevereiro 2012 Escrito por 

Personalidades

Oscar Santos

Oscar Santos, filho de Orcalino Santos e de Zenóbia Bárbara de Azevedo, nasceu em Caldas Novas no dia 23 de junho de 1907. Homem de memória invejável e reconhecido por todos como a pessoas que detinha o maior “banco de dados” sobre a historia de Caldas Novas. Oscar Santos era bastante procurado por pessoas dos mais diversos setores, em busca de informações sobre a história da cidade.

Oscar Santos era jornalista e historiador, mas também exerceu vários cargos importantes para a vida política dessa cidade, dentre eles o cargo de Prefeito Municipal de 1943 a 1946, nomeado pelo interventor Pedro Ludovico Teixeira e, em 1947, retornou ao cargo por nomeação do general interventor, Felipe Xavier de Barros. Incentivo a implantação de vários empreendimentos visando ao aproveitamento do potencial turístico dessa região, como a Pousada do Rio Quente , Hotel Águas Calientes, Caldas Novas Turismo Hotel, , Clube do André , Hotel Nacional (hoje SESC), Caldas Termas (CTC) e outros projetos menores... Essas foram as ações marcantes do seu segundo mandato, para o qual foi eleito em 1960, ocupando novamente o cargo de Prefeito Municipal no período de 1961 a 1966.

Além disso foi ainda diretor do departamento de Turismo da Prefeitura (de 1967 a 1975) e secretario Municipal de Turismo (1983 a 1989). Além de homem político, atuou também na vida cultural de Caldas Novas. Juntamente com Celso Godoy fundou o primeiro jornal editado na cidade, o KRÓ, periódico que circulou na década de 30. Na associação Goiana de Impresa participou como sócio estagiário. Como historiador colaborou nas colunas do jornal Primeira Opção durante o período que este circulou nessa cidade em 1991, e no Jornal Bandeirante, hoje também desativado. Oscar Santos e alguns amigos idealizaram a Academia de Letras e Arte de Caldas Novas, graça ao estímulo do jornalista, a entidade foi formada com a missão de incentivar a Arte no Município. Oscar Santos é o patrono da cadeira número 11 da Academia de Letras. Foi também o fundador da loja Maçônica “Segredo e União” e do Rotary Clube de Caldas Novas . Aos 99 anos o Sr. Oscar Santos morreu dia 02 de dezembro de 2001.

Coronel Bento de Godoy

Homem extraordinário, essa era a maneira como todos que conheceram Bento de Godoy o descreviam. Nascido na antiga Bagagem (Estrela do Sul), nas terras de Minas Gerais em 1850, era filho de João Batista de Godoy e Tibúrcia Guilhermina de Godoy. Tinha 5 irmãos. Ciente de suas limitações na execução de tarefas técnicas, nunca teve medo de trazer para junto de si as pessoas mais qualificadas. Ativo, progressista, estava sempre atento a tudo que acontecia e pronto a discutir novas idéias e novas iniciativas.

Bento morava em Araguari e tinha relações comerciais com seu parente, Joaquim Rodrigues da Cunha, fazendeiro proprietário da Fazenda Paraíso, em Caldas Novas. Em 1898, Joaquim estabeleceu com Bento um contrato para uma viagem comum ao Rio de Janeiro em companhia de sua mulher e de sua única filha, Maria Tereza. Essa longa viagem foi determinante para que, no retorno, Bento pedisse Tereza em casamento.

A“Casa Mineira-Goiana” foi o primeiro negócio de Bento, então um homem já casado, assim que mudou-se para Caldas Novas em 1899. A fazenda, que herdou do sogro, tornou-se modelo. Depois vieram a farmácia, o cinema e muito mais. A Lagoa do Pirapitinga também foi beneficiada graças à iniciativa de Bento de Godoy. Inicialmente, a lagoa era apenas um banhado para o qual convergiam os minadores de água termal. Bento mandou limpar e desobstruir a bacia, desmatar as áreas marginais, abrir um tanque para as crianças e construir um rancho fechado próximo à margem, onde instalou banheiras para uso de sua família. Além disso, foi ele quem trouxe para Caldas Novas o primeiro telefone, a primeira máquina de costura, a primeira banda de música, o primeiro gramofone, o primeiro automóvel, o Cine Iris, a primeira tipografia, as diligências, o caminhão, a jardineira, a ponte e a estrada para Ipameri.

A foto, de 1918, mostra uma visita de crianças do Grupo Escolar na qual se pode ver o rancho. Bento foi o líder da emancipação de Caldas e seu primeiro prefeito, em 1912. Durante seu mandato, urbanizou a cidade e estabeleceu a praça principal com um desenho geométrico admirável, que pode ser claramente visto na foto tirada do andar superior da cadeia. Depois de empossado na prefeitura, chamou seu irmão Teófilo para que redigisse o projeto de lei orgânica municipal, a mesma que vigorou, com poucas alterações, até a vigência da Constituição Federal de 1988. A Lei Orgânica atual é de 1990. Bento de Godoy ajudou a eleger seu sucessor, Orcalino dos Santos Veloso, tio de Tereza. A partir de então, passou a lutar, com o apoio do prefeito e patrocinado pelo governador Olegário Pinto, para obter a concessão pública para a construção da ponte sobre o rio Corumbá. Depois de Orcalino, apoiou a eleição de seu sobrinho, Juca de Godoy, em cujo mandato foi construída a estrada para Ipameri. Caldas deixou de ser vila e foi elevada à condição de cidade, por lei estadual durante esse período.

Além destes, Bento de Godoy conviveu e colaborou com outros nomes importantes na construção da história de Caldas Novas, como Orlando Rodrigues da Cunha, Victor Ozeda Ala, Josino Bretas, Joaquim Rodrigues da Cunha, Odilon de Sousa, entre outros. Em 1936, cercado do respeito e da amizade de muita gente e do carinho de sua grande família falecia, em Caldas Novas, o Coronel Bento de Godoy.

Celso de Godoy

Nascido em Caldas Novas em 2 de maio de 1910, filho do Coronel Bento de Godoy, Celso de Godoy seguiu o exemplo paterno de homem dinâmico e empreendedor. De sua mãe, Maria Tereza Rodrigues Godoy, herdou a sensibilidade e o gosto pelas artes e principalmente pelas poesias. Também por parte da mãe, de Luiz Gonzaga de Menezes, seu tataravô, recebeu no sangue o amor por essas terras e por toda a sua vida, a ela se dedicou. Iniciando seus estudos em Caldas Novas, onde fez o curso primário, seguiu para Minas Gerais, na cidade de Araguari e depois, para Uberaba, onde cursou o secundário na Faculdade de Farmácia e Odontologia de Uberaba, graduando-se em Farmácia.  Seguindo essa profissão por 45 anos, muitos deles servindo a população da cidade de Caldas Novas e zona rural , fez da farmácia São Sebastião o ponto de confiança de pessoas que ali buscavam , além de medicamentos e da própria receita pela carência de médicos na época, conselhos de amigos. Celso de Godoy, pela responsabilidade e seriedade com que exercia a sua profissão, fez muitos amigos, receitou, medicou e conquistou a confiança de todos. Em 1947 foi prefeito por essa popularidade merecidamente conquistada, iniciando assim sua carreira política. Foi prefeito até 1950 e, depois disso, também vereador, traçando uma trajetória política que não deixa dúvidas a respeito do seu carisma e da sua popularidade.

Homem de cultura excepcional, leitor assíduo, poeta – tanto que formou uma rica biblioteca em sua residência, e também jornalista por vocação. Juntamente com Oscar Santos fundou o jornal O KRÓ, o primeiro a circular na cidade de 1939 a 1940. Nele, Celso publicou suas poesias e exerceu também a atividade de fazendeiro. Foi um dos fundadores do bairro Termal, um dos principais da cidade . Casou-se com Iraides de Melo e teve quatro filhos. O nome da família Godoy é reverenciado “batizando” ruas e avenidas da cidade.

Prof. º Genesco Ferreira Bretas

Nascido em Caldas Novas em 18 de novembro de 1911, desde muito cedo, Genesco Ferreira Bretas, acompanhou seu pai o professor Josino Ferreira Bretas, patrono da Biblioteca Publica. A primeira atividade do Professor Bretas, na área da educação foi a de professor primário no Grupo Escolar de Caldas Novas em 1828, com salário de 50 mil réis. Ele estava então com 17 anos e continuou no cargo até os 20.

Já em janeiro de 1933, vamos encontrar o professor Bretãs como professor de língua Francesa e Portuguesa no Rio de Janeiro ,. Logo em seguida, em 1934, também professor de Língua inglesa. Ficou no Rio de Janeiro até 1942, ali se Bacharelando e licenciando em Letras-Anglo-Germânicas. Em seguida voltou definitivamente para Goiás como funcionário dos antigos correios e telégrafos. A partir daí não mais se pode falar em Educação em Goiás, sem falar do Professor Bretas. Além de exercer quase todas os cargos administrativos possíveis na rede escolar, inclusive o de Secretario Municipal de Educação e de Diretor do Liceu e do Instituto de Educação, foi professor na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás e finalmente, na Faculdade de Educação como titular em dedicação exclusiva. Sua aposentadoria aconteceu no ano de 1994, mais precisamente no dia 3 de março.

O professor Bretas marcou como educador a vida da sociedade e de milhares de pessoas, pois lecionou em todos os níveis: níveis primários,ginásio, colegial, normal, e superior dando aula de quase tudo ao longo de sua vida : Língua Inglesa, História, Filosofia, Educação de Didática Especial, Didática Geral, Literatura, Anglo-Americana ,Etc. Era um erudito e soube apreciar os clássicos, que pôde ler em várias línguas. Foi um perseguidor do conhecimento inveterado que conseguiu reunir uma biblioteca especializada e um acervo de dados e documentos sobre a educação em Goiás, que ninguém até hoje obteve, tudo com recursos próprios, com muito sacrifício, vasculhando fontes até na Europa, pessoalmente sem alarde e ostentação. O livro “Historia da Instituição Publicas em Goiás”, publicado em 1991 pela Editora da Universidade Federal de Goiás, surgiu como resultado dessa pesquisa.

João de Ozéda Alla

Filho de Vitor Ozéda Alla e Maria Cecília de Lima, João de Ozéda Alla nasceu em 23 de abril de 1895 em Caldas Novas. João Alla estava presente no 21 de outubro de 1911, momento histórico da instalação do município.

Ocupou durante a vida vários cargos públicos em Caldas Novas, dentre eles, o de escrivão de órfãos, por mais de 30 anos. Teve participação importante na vida política de Caldas Novas. Foi prefeito no biênio 1950 a 1960; realizou neste espaço de tempo várias obras de suma importância para esta cidade, como a construção do Clube Social Recreativo Jose Feliciano, a construção da Cadeia Pública e Delegacia de Polícia, e iniciou a construção do edifício destinado ao Cinema Teatro de Caldas , só para citar alguns dos seus inúmeros feitos.

Sempre residiu nesta cidade, onde exerceu também várias atividade comerciais. João Alla se casou com Erotildes, teve vários filhos. Seu filho caçula, Ayrton, formou- se em medicina e foi prefeito em Goiatuba. Foi cotado como um dos cinco melhores prefeitos da região, fato que não deixa dúvidas sobre sua grande popularidade.

Juca de Godoy

Juca de Godoy, na verdade nasceu, José Teófilo de Godoy, na Bagagem, em 1884 e assistiu, segundo ele mesmo contava, o assentamento dos trilhos da ferrovia em Araguari. Era filho de Teófilo de Godoy (portanto sobrinho do coronel Bento) e de Olga Dutra.  Seu pai foi o primeiro brasileiro a buscar na Índia o gado zebu. Juca estudou no Estado de São Paulo, onde concluiu o curso colegial. Mas foi no Rio de Janeiro que se formou em Engenharia. Depois de andar pelo Sudoeste de Goiás medindo fazendas, veio para Caldas Novas aos 22 anos, em 1906, a convite do seu tio Bento, onde permaneceu até a morte.. Trabalhou como caixeiro da loja de seu tio, fotógrafo amador, operador de máquina de cinema, farmacêutico prático, auxiliar de gerente de hotel, poeta, excelente orador, cronista, contista e jornalista... Enfim, pode-se dizer que em Caldas Novas, Juca de Godoy  fez de tudo.

Foi prefeito (o terceiro) e vereador em diversas legislaturas. Pode-se dizer que Juca de Godoy marcou sua presença em Caldas, especialmente em três pontos: o plano urbanístico da cidade (o centro de Caldas hoje), projetado e implantado por ele durante a gestão de Bento Godoy, em 1912, com ruas amplas e logradouros bem dimensionados; o trabalho preliminar de implantação da ponte São Bento e a administração local de sua construção, concluída em 1920 e a locação e abertura da estrada para Ipameri, com o cálculo e execução de todos os cortes que o relevo exigia que fossem abertos. Juca  morreu em 1974 aos noventa anos de idade.

Maria Cândida de Godoy ( Dona Rolinha)

Filha de Béssie Borges de Godoy e de José Theófhilo de Godoy (Juca de Godoy), Maria Cândida de Godoy, mais conhecida como Dona Rolinha, nasceu em Caldas Novas no dia 20 de outubro de 1925. Tinha nas raízes de sua família a paixão pela literatura, especialmente de seu pai, que durante a sua vida deixou para a história obras que constituem importante tributos a história caldasnovense.

Escritora, declamadora, Poetisa e ainda dotada de grande habilidade manual, era bastante solicitada para a confecção e bordados, crochês, crivos e, especialmente, a famosa “BONECA CATUCHA”, boneca de nosso folclore. Dona Rolinha, como era conhecida, estava presente em quase todos os eventos culturais de nossa cidade, seja representando a Academia de Letras e Artes de Caldas Novas da qual era presidente, seja pela sua habilidade para declarar poesias, para isso, quando em 1946 e 1947 fez curso de Declamação no Rio de Janeiro com as professoras Maria Eugênia Celso e Marilia Rosely, na época uma das mais conceituadas naquele centro de cultura. Era convidada periodicamente pela TV Anhanguera para declamar no programa de televisão “Frutos da Terra”, cuja produção é feita em Goiânia.

Estudou no grupo Escolar Caldas Novas e, como muitos outros, teve que se dirigir para outras cidades para concluir os seus estudos. Foi para Morrinhos, onde estudou na Escola Normal, em Araguari (MG), freqüentou o Colégio Sagrado Coração de Jesus e Catalão-GO, no colégio Nossa Senhora Mãe de Deus, onde terminou o Curso Normal. Religiosa, pois herdou também isso do Pai, que foi fundador da Igreja Metodista de Caldas Novas, fez o curso bíblico em Janhusca Estados Unidos, e em Montreal Canadá. Essas viagens serviram para o seu enriquecimento cultural que mais tarde seria útil para as suas atividades literárias. Dona Rolinha escreve desde os 16 anos de idade sendo bastante incentivada por seu pai, mais foi em 27 de novembro de 1993, através do livro “O MISTÉRIO DAS ÁGUAS AZUIS”, que Caldas Novas pôde conhecer o seu talento.

Coronel Orcalino Santos

Nascido na cidade de Estrela do Sul ( antiga Bagagem), em Minas Gerais, em 1965, Orcalino Santos instalou-se em Caldas Novas aos 19 anos, na época em que a cidade ainda era um arraial, a fim de trabalhar como caixeiro na casa Comercial do Major Allá.

Nos arredores da pequena Caldas Novas, no inicio do século, adquiriu uma área onde construiu sua residência (hoje demolida), local em que se encontra o Casarão. Anexo à sua residência instalou uma loja de variedades e, ao lado ainda construiu um rancho para hospedagens de tropeiros.



Augusto F. C. Saint Hilaire

Viajou alguns anos pelo Brasil, tendo escrito importantes livros sobre os costumes e paisagens brasileiros do século XIX. Comenta a "Brasiliana da Biblioteca Nacional", " A viagem do botânico Auguste de Saint-Hilaire ao Brasil foi paradigmática no que diz respeito à forma como os cientistas da Europa dita civilizada se relacionaram com o Brasil no início do século XIX. O francês veio para o Brasil em 1816, acompanhando a missão extraordinária do duque de Luxemburgo, que tinha por objetivo resolver o conflito que opunha Portugal e França quanto à posse da Guiana. Apesar de ter conseguido fazer parte da missão graças a suas relações pessoais, Saint-Hilaire obteve a aprovação do Museu de História Natural de Paris e financiamento do Ministério do Interior. O naturalista deixou o Brasil em 1822."

"Não foi um amador que veio ao Brasil. Saint-Hilaire conhecia profundamente a literatura científica e de viagens da época e os procedimentos práticos do trabalho de um naturalista, tais como noções básicas de agricultura, confecção de herbários, transporte de vegetais e, principalmente, dissecação de plantas, a fim de descobrir seus órgãos, por menores ou mais escondidos que estivessem. Uma das características mais marcantes do envolvimento de Saint-Hilaire com o Brasil foi sua vinculação aos discursos e práticas utilitárias e filantrópicas que dominam a literara de viagens desde fins do Antigo Regime. Segundo ele e as autoridades ministeriais que o enviaram, os objetivos maiores de sua viagem seriam o bem-estar da humanidade e a glória nacional. Como na época a França considerava seus interesses como universais, esses dois objetivos se confundem. O Brasil poderia ser benéfico à França por conter uma infinidade de plantas úteis ainda mal conhecidas."

Bem diferente de seu compatriota François Biard, descreveu com sensibilidade suas impressões sobre a variedade do mundo vegetal no Brasil em "Voyage dans les provinces de Rio de Janeiro et de Minas Gerais" (1830):

Foi bastante crítico quanto ao reinado do imperador D. Pedro I e no Apêndice de "Voyage dans le district des diamants et sur le litoral du Brésil" (Paris, 1833).

Em fim, Saint-Hilaire foi um botânico francês que percorreu quase todo o território Goiano. Suas narrativas foram de fundamental importância para o conhecimento da fauna e flora do cerrado goiano e, principalmente, informações técnicas sobre nossas águas termais. Hoje seu nome é lembrado pela Câmara Municipal de Caldas Novas com o título de maior honraria oferecido a um cidadão: a “COMENDA SAIT HILAIRE “.

Olegário Herculano da Silveira Pinto

Nascido na cidade de Goiás em 1855, Olegário Herculano da Silveira Pinto, foi o maior amigo que Caldas Novas teve nos meios políticos. Lutou constantemente para dotar Caldas de meios de transporte e instrumentos de progresso e era apaixonado pelas águas. Foi contemporâneo de colégio de Leopoldo de Bulhões e seu companheiro de política estudantil, fundando com ele o jornal estudantil Aurora, do Liceu de Goiás, de grande repercussão.  Era engenheiro e advogado, foi professor da Escola Militar do Ceará, engenheiro de ferrovias no Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraná. No Rio, tornou-se coronel comandante da Guarda Nacional, o que mostra o prestígio que desfrutava.

Sempre muito bem recebido por onde ia Escrevia em jornais e revistas de circulação nacional com grande desenvoltura. E os avanços da ferrovia sempre estiveram associados à sua presença em cargos políticos decisivos. Aos 55 anos, ingressou na política. Retornou a Goiás algum tempo depois da queda do grupo Xavier de Almeida, sendo eleito deputado federal em 1912. Nessa época, conseguiu aprovar projeto determinando a feitura de laudo técnico das águas de Caldas, tendo sido mandado para cá Teófilo Lee. Um ano depois, em 1913, foi eleito governador de Goiás (1913-1917) e depois, sucessivamente, deputado federal (1917-1921), senador (1921-1924), deputado federal (1924-1926), senador (1926-1929), falecendo em 1929.

Mestre Orlando

Chegando a Caldas Novas em 1910 com 19 anos. O Mineiro de Uberaba,   Orlando Rodrigues da Cunha veio atendendo o convite de seu tio, Joaquim Rodrigues da Cunha , sogro de Bento de Godoy . Aqui chegando juntou-se ao grupo que trabalhava em prol da emancipação política de Caldas Novas. Foi secretário da intendência durante o mandato do Coronel Bento e nomeado depois para o cargo de sub-promotor e, em seguida, para tabelião, função que exerceu até o fim da década de cinqüenta.

Trabalhador incansável por melhorias para o município e também homem extremamente culto, participou de grandes momentos políticos da cidade , entre eles a emancipação política em 1911 e a absorção, por Caldas , do distrito do Sapé , antes pertencente ao município de Santa Cruz de Goiás , também interessado no desenvolvimento cultural da comunidade, participou de iniciativas para o desenvolvimento nesse setor, dentre elas a criação de um Grêmio Literário que tinha por finalidade desenvolver a arte literária e teatral. Casado com Fransisca Alla, filha do Major Victor Alla, mestre Orlando , como era chamado por todos, tudo fez pela cultura da cidade, legando aos seu filhos o gosto pela arte.

Faleceu aos 81 anos de idade em 31 de março de 1973  deixando na memória de todos a sua vida de trabalho e dedicação a Caldas Novas. A Praça da Matriz passou a ser chamada de Praça Mestre Orlando em homenagem a esse grande homem.

Wanda Rodrigues da Cunha

Wanda Rodrigues da Cunha é Natural de Caldas Novas e nasceu em 4 de outubro de 1928. Filha de Orlando Rodrigues da Cunha ( Mestre Orlando), iniciou os seus estudos também em Caldas Novas onde cursou o primário no Grupo Escolar de Caldas Novas, após ter sido alfabetizada por sua irmã “Dindinha Helia” aos cinco anos de idade . Por decisão de seu pai, homem culto e bem informado que achou por bem oferecer maiores oportunidade à filha, Wanda foi então estudar em Araguari, onde fez admissão, e depois no Colégio Nossa Senhora de Lurdes , em Franca –SP. Nos anos de 1946 e 1947 cursou o Normal no Colégio Santa Clara, em Campinas Goiânia. Durante os setes anos de internato recebeu as primeiras noção artísticas, tanto em pintura sobre tela quanto no seu primeiro contato com a música, tendo estudado piano. Graças a esse convívio com as artes nos tempos de colégio, Wanda foi a primeira pessoa a introduzir em Caldas Novas a iniciação tanto na musica e na cultura erudita,  nas artes plásticas e no teatro.

Muitas crianças educadas por ela tiveram a sorte de receber as suas primeiras orientações sobre as artes. Muitas peças foram dirigidas e encenadas sob sua orientação e ate mesmo os desfiles escolares eram realizados com muita arte, onde também não faltava a sua sensibilidade para a beleza estética. Ainda continuou os seus estudos em Brasília, onde obteve o diploma em bacharel em Direito pelo Centro Unificado de Brasília (CEUB). Lá residiu por 10 anos, prestou serviços nos seguintes órgãos: Delegacia Regional do Dentel,Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal da Justiça e Junta de Desembargadores desse mesmo Tribunal. Depois disso, sentindo saudades da sua terra natal, retornou para Caldas Novas.

Durante a sua permanência em Brasília, Wanda freqüentou diversos congressos de literatura. Nessa área sentia-se bem a vontade, tanto que participou de um concurso promovido pelo Ministério do Exército, de nível nacional, onde o tema a ser desenvolvido seria a biografia de José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco. Dentre vinte mil concorrentes, somente cinco obtiveram o diploma Meritório e, Wanda Rodrigues da Cunha, esteve entre eles. Por certo Wanda carregava em suas veias o talento também literário.

O seu livro Terra Morna, lançado no dia 21 de outubro de 1973 em Caldas Novas, é ainda hoje objeto de pesquisa para muitos alunos que buscam na Biblioteca Municipal, informações sobre a cidade. Nesse livro de poesias destaca-se o famoso poema “Tamboril” onde a autora faz uma homenagem a essa árvore (ficava próxima ao Balneário Municipal) e dedicado a seu pai, Mestre Orlando. Também nas artes plástica como foi dito, fez sucesso merecido. Na Pausada do Rio Quente realizou varias exposições e, em Caldas Novas foi homenageada recentemente tendo a mini-galeria da Biblioteca Publica recebido seu nome. Seus trabalhos estão expostos nos grande centros do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e outros.  Membro da Academia de Letras e Arte de Caldas Novas, Wanda Rodrigues da Cunha é portanto, uma das maiores referências da Cultura de Caldas Novas Wanda herdou de seu avô Vitor de Ozéda Alla o amor por essa terra e marcando o pioneirismos na Arte e na Cultura.

Bibliografia:

Caldas Novas, Além das Águas Quentes . (Carlos Albuquerque / 1996).
Historias e Estórias de Caldas Novas . (Jose Theophilo de Godoy / 1978).
As Fabulosas Águas Quentes de Caldas Novas . (Taylor Oriente / 1968).
Complexo Termal de Caldas Novas . (Antonio T. Neto - Valter Casseti / 1981).
Águas Thermaes de Caldas Novas . (Dr. Orosimbo Correia Neto / 1918).
Caldas Novas a Nossa Cidade . (Magali Izuwa / 2003).
Caldas Novas da Mineração ao Turismo . (Ricardo Cassiano / 1988).
Caldas Novas, Ontem e Hoje . (Ana Cristina Elias / 1994).
Mistérios Das Águas Azuis . (Maria Cândida de Godoy / 1993).

 



E-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

CaldasWeb, o portal sobre Caldas Novas com notícias e artigos, visando a informação para os leitores de nosso site. Contendo também os principais eventos, além claro, de um guia com empresas, telefones e muito mais, tudo para sua melhor leitura e comodidade.

Mídias Sociais

Fique sempre atualizado