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04 Janeiro 2013 Escrito por 

Visita de Cabral e ministro define ações emergenciais para Xerém, RJ

A visita do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, a Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nesta sexta-feira (4), definiu duas ações emergenciais para recuperar o local após o temporal desta quinta-feira (3).

Em entrevista após o encontro, o prefeito de Caxias Alexandre Cardoso disse que a recuperação de pontes, estradas e ruas, e o pagamento do aluguel social ficarão a cargo do Governo Federal. A ação será baixada em decreto de emergência na segunda-feira (7), com a definição dos valores. Nesta quinta, o prefeito disse que esperava entre R$ 25 milhões e R$ 35 milhões.

A segunda ação, com verba do Governo do Estado e execução da Prefeitura, é a reestruturação de margens de rio e indenização de 300 famílias, que receberão R$ 5 mil. O dinheiro, segundo Cardoso, é para ser usado para compra de bens e móveis perdidos, como geladeiras, fogões, camas, lençóis, entre outros.

“Temos consciência do tratamento diferenciado que está sendo dado a Xerém”, disse Cardoso, acompanhado na entrevista do secretário de ação social, Zaqueu Teixeira.

A estimativa da Defesa Civil estadual é que 200 mil pessoas em todo Estado tenham sido atingidas pela chuva em oito municípios, quatro na Baixada Fluminense, dois na Região Serrana e dois na Costa Verde.

Ministro sobrevoa Xerém

O governador e o ministro chegaram em Duque de Caxias pouco antes das 14h desta sexta-feira (4). Antes, eles fizeram um sobrevoo por Xerém para ver os estragos causados pela chuva.

Pela manhã, os dois se reuniram no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Na reunião, foram decididas as medidas que serão adotadas, como pagamentos de aluguéis sociais aos desabrigados.

Na reunião, que contou também com o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, o ministro destacou a importância de fazer mudanças na legislação das obras emergenciais."Este tipo de obra tem que ser concluída em 180 dias sujeita à punição legal, isso dificulta o processo", disse. Ele reclamou que a burocracia que envolve a destinação de recursos para os municípios atrapalha o plano emergencial. "A reunião se deu com o diagnóstico apresentado pelas equipes. Temos duas ações de emergência importantes: recursos para o aluguel social daqueles que ficaram sem suas residências e recursos necessários para limpar rios, ruas, entulhos", disse o governador Sérgio Cabral.

De acordo com o governador foi feito um balanço do que foi aplicado no Rio de Janeiro, tanto na Região Serrana e Baixada Fluminense. São recursos do PAC 1, PAC 2, recursos do tesouro nacional e do tesouro estadual. "São R$ 4 bilhões de reais. R$ 1,5 bilhão trâmites legais, R$ 2 bilhões e meio já conseguidos e R$ 500 milhões a serem licitados", explicou Cabral.

Na segunda-feira (7) sairá o relatório da Defesa Civil com os números do total de desabrigados, que utilizarão os recursos destinados ao aluguel social.

"Apresentamos ao ministro uma obra da Secretaria estadual do Ambiente para os rios da Baixada Fluminense e investimentos na Região Serrana", disse Cabral.

O ministro da Integração Nacional disse que gostaria de destacar o empenho da Defesa Civil do Estado do rio de Janeiro. "O prejuízo de vidas humanas nos faz pensar, mas foi um balanço positivo. Temos que mudar a cultura da nossa população. É preciso gastar menos nas obras de reparação e melhorar os recursos para a prevenção. O objetivo das ações de Defesa Civil é reduzir o número de óbitos e mitigar os estragos materiais. Todo sabemos que não está bom, mas estamos caminhando rumo a uma melhora. Temos 300 municípios mapeados pela CPRM para que os alertas sejam emitidos e a população seja protegida", disse o ministro.

Estiveram presentes à reunião no Palácio Guanabara, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, o secretário da Casa Civil Régis Fichtner, a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, o secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, o prefeito de Petrópolis Rubinho Bontempo, o presidente do Departamento de Recursos Minerais e o da Emop, Ícaro Moreno.

Fonte: g1.globo.com



Christian Rodrigues

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